O aumento do fluxo turístico nas principais capitais da Europa tem vindo acompanhado de uma prática antiga, mas ainda muito comum: a atuação dos chamados “pickpockets”, ou batedores de carteira. Presentes sobretudo em locais históricos e de grande circulação, esses criminosos aproveitam distrações típicas de viagem para furtar celulares, carteiras e documentos sem que a vítima perceba no momento.
Grande parte dos batedores de carteira atua em grupos organizados e itinerantes, deslocando-se entre países conforme a temporada turística. Muitos integram redes criminosas que percorrem cidades como Paris, Roma, Barcelona e Londres durante o verão europeu e períodos festivos. Normalmente não usam violência — o crime é silencioso e rápido — o que dificulta a reação imediata da vítima.
As abordagens seguem padrões repetidos:
Empurrões em multidão: alguém esbarra enquanto outro retira a carteira.
Pedido de informação ou abaixo-assinado falso: distraem enquanto um comparsa furta.
Crianças ou grupos cercando o turista: bloqueiam a visão e a movimentação.
Ajuda “gentil” em máquinas de bilhete: observam senha e pegam o cartão.
Derramamento proposital de líquido ou sujeira: simulam ajuda para limpar e furtam objetos.
Falsos policiais: pedem documentos e dinheiro para “verificação”.
Autoridades europeias apontam concentração principalmente em:
Arredores da Torre Eiffel e metrô de Paris
Coliseu, Fontana di Trevi e estações Termini em Roma
Las Ramblas e metrô em Barcelona
Praças e linhas centrais do metrô em Londres
Bondes turísticos e centro histórico de Lisboa
Praças e museus de Amsterdã
Especialistas em segurança recomendam medidas simples que reduzem drasticamente o risco:
Usar doleira ou porta-documentos interno
Evitar carteira no bolso traseiro
Não deixar celular em mesa ou mão relaxada
Separar dinheiro e cartões em locais diferentes
Ter cópias digitais dos documentos
Desconfiar de ajuda insistente de desconhecidos
Redobrar atenção em metrôs e filas
Caso o furto aconteça, a orientação é agir rapidamente:
Bloquear cartões imediatamente pelo aplicativo do banco
Registrar ocorrência na polícia local (fundamental para seguro viagem)
Procurar o consulado brasileiro para emissão de autorização de retorno
Avisar o seguro viagem e a operadora do celular
Alterar senhas de e-mail e aplicativos financeiros
Embora comuns, esses furtos raramente envolvem violência. Com prevenção e atenção ao redor, a viagem tende a seguir tranquila — e o turista evita que a lembrança da Europa seja marcada por transtornos evitáveis.
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